| Especialistas pedem a Anvisa que mantenha a proibição da venda de cigarros eletrônicos.mp3 |
Foto da manchete: Agência Brasil
Por Jurandir Antonio – Voz: Vinícius Antônio
Texto do áudio:
Sociedades médicas brasileiras esperam que a Anvisa, Agência Nacional de Vigilância Sanitária, decida ainda este ano manter proibida a importação e venda de cigarros eletrônicos no Brasil.
Em 2009, a Anvisa proibiu a venda, importação e propaganda dos cigarros eletrônicos no Brasil, devido à ausência de dados científicos que pudessem comprovar a segurança dos aparelhos.
A proibição também considera os riscos de doenças respiratórias e a possibilidade de explosão da bateria, que poderia causar queimaduras.
Já a indústria tabagista considera os cigarros eletrônicos uma espécie de “tábua de salvação”.
Um dos argumentos usados pelas empresas é de que esses aparelhos são menos prejudiciais que os cigarros comuns.
Porém, estudos vêm comprovando que este argumento tem muitos furos, e que os cigarros eletrônicos são bastante prejudiciais à saúde.
Cigarros eletrônicos não são apenas feitos de vapor e água, ao contrário, contém uma série de substâncias nocivas e cancerígenas.
Uma nova pesquisa da Universidade John Hopkins, por exemplo, liga o uso de cigarros eletrônicos à diabetes.
De acordo com o estudo, isso é uma demonstração de que a nicotina, assim como outros produtos químicos presentes na fumaça do cigarro, podem alterar a capacidade do corpo de controlar os níveis de açúcar no sangue.
Apesar de não serem regulamentados pela Anvisa, os dispositivos continuam sendo utilizados e vendidos livremente no Brasil.
Especialistas observam que o cigarro eletrônico é muito atraente para crianças e adolescentes.
Para atrair consumidores, são incluídos aditivos e aromatizantes como tabaco, mentol, chocolate, café e álcool.
Um levantamento recente aponta que 70% dos usuários de cigarros eletrônicos no Brasil são menores de 25 anos.
Estima-se que dois milhões de brasileiros façam uso dos cigarros eletrônicos.