| 02 Em Cuiabá, ministra Cármen Lúcia defende liberdade de imprensa e condena aumento do feminicídio.mp3 |
Foto da manchete: Jornalista André Faust
Por Jurandir Antonio – Voz: Enéas Jacobina
Texto do áudio
A ministra do STF, Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia, defendeu a liberdade de expressão e de imprensa como pilares da democracia durante a abertura da Semana do Conhecimento da UFMT, Universidade Federal de Mato Grosso, onde destacou o papel dos jornalistas na garantia dos direitos da população e na efetivação democrática do país.
Cármen Lúcia ressaltou ainda a importância da imprensa para levar informações à sociedade e permitir que o conhecimento produzido nas universidades alcance a população.
Para ela, a academia precisa ultrapassar os limites físicos e sociais de seus espaços.
A magistrada afirmou também que o acesso ao conhecimento é um direito fundamental e deve ser garantido de forma igualitária.
Segundo ela, as diferenças na qualidade do ensino ainda impedem que parte da população tenha as mesmas oportunidades.
A ministra acrescentou que o conhecimento permite que cada pessoa descubra sua vocação e desenvolva seus talentos em benefício da sociedade.
Nesse contexto, defendeu que as universidades assumam o compromisso de ampliar o acesso à educação e à produção científica.
Cármen Lúcia cobrou o combate à misoginia e condenou a alarmante violência física que assola o país, a magistrada foi enfática ao caracterizar o feminicídio como reflexo direto da desigualdade de gênero.
A magistrada lembrou que uma sociedade que mata uma mulher a cada seis horas por ser mulher é uma sociedade de desiguais.
A ministra reforçou que é ‘melhor avisar para os homens, parem de nos matar, porque nós resolvemos parar de morrer’.
Na oportunidade a ministra também recebeu a láurea da Ordem do Brasão da UFMT, comenda criada em 1995, e acompanhou apresentações culturais mato-grossenses de dança e música.
Sapicuá Rádio Agência, da redação em Cuiabá, Enéas Jacobina