Eleições para o Senado têm maior proporção de candidatos idosos desde a redemocratização

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Das 315 candidaturas para o Senado Federal nas eleições deste ano registradas no Tribunal Superior Eleitoral, 121 têm 60 anos ou mais. 38% do total.

Em 2018, quando também havia 54 vagas em disputa, os candidatos idosos correspondiam a 35,8% do total de concorrentes, ou 126 de 352 pessoas.

Dos 121 candidatos que estão na faixa etária no dia da eleição, 4 de outubro, 103 são homens e 18 são mulheres. A mais velha na disputa é Marlene Soccas do UP catarinense, com 92 anos no dia do pleito. Entre os homens, o mais velho é Carlos Sodré, do Mobiliza da Bahia: 80 anos.

O cenário reflete o envelhecimento da população brasileira e a maior participação política de idosos. De acordo com a projeção do IBGE, cerca de 36,6 milhões de brasileiros têm 60 anos ou mais, o equivalente a 17,1% da população projetada.

Na outra ponta da pirâmide etária, 21 candidatos terão entre 35 e 39 anos, sendo  15 homens e seis mulheres.

Uma vez que a Constituição Federal estabelece como idade mínima para senadores os 35 anos, esta será também a primeira eleição para o Senado em que pessoas nascidas depois da promulgação da Constituição, em 5 de outubro de 1988, poderão disputar o cargo. Doze pessoas nessa condição estão concorrendo: sete homens e cinco mulheres.

Além de dois senadores por estado ou no Distrito Federal, os eleitores poderão votar também para deputado estadual ou distrital, deputado federal, governador e presidente e vice.

Reportagem, Álvaro Couto.