CNI critica votação sobre fim da escala 6x1 durante período eleitoral

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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, informou que vai encaminhar três propostas consideradas prioritárias para análise das comissões, entre elas a que trata da redução da jornada de trabalho e do fim da escala 6x1.

No entanto, para a Confederação Nacional da Indústria, a CNI, não é razoável levar o tema à votação em meio ao período eleitoral. A entidade defende que uma eventual mudança nas regras trabalhistas deve ser discutida com base em critérios técnicos e com a participação dos diferentes setores envolvidos.

Segundo o presidente do Conselho de Relações do Trabalho da CNI, Alexandre Furlan, uma decisão dessa dimensão deve considerar os impactos econômicos, sociais e produtivos da medida, sem a influência do calendário eleitoral e da polarização política.

Furlan defende a ampliação do debate, com a participação dos diferentes setores envolvidos e uma análise detalhada dos possíveis efeitos sobre emprego, produtividade, custos, competitividade e organização da produção.

Segundo estudo da CNI, a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas pode elevar em até 267 bilhões de reais por ano os custos com empregados formais no país. O valor representaria um aumento de até 7% na folha de pagamento das empresas.

Projeções da entidade apontam impactos entre 6% e 9% em diferentes setores da economia, com reflexos sobre alimentos, serviços e vestuário, entre outros segmentos.

Reportagem, Paloma Custódio