Brasil lidera ranking mundial de mortes LGBT+

Áudio
Download do arquivo abaixo: (ou botão direito em salvar link como)

Madson Euler - Repórter da Rádio Nacional

Edição: Aline Campos / Patrícia Serrão

conflgbtqia.org/Divulgação

O Brasil registrou 257 mortes violentas de pessoas da comunidade LGBT+ em 2025. Isso significa que, a cada 34 horas, uma pessoa desse grupo foi assassinada no país. Os dados fazem parte do relatório anual do Grupo Gay da Bahia.

O número representa uma redução de apenas 11,7% em relação a 2024, quando foram contabilizadas 291 mortes violentas.

Entre os casos registrados em 2025, estão:

  • 204 homicídios,
  • 20 suicídios,
  • 17 latrocínios, que são os roubos seguidos de morte, e
  • 16 mortes por outras causas, como atropelamentos e afogamentos, em contextos de violência motivada por LGBTfobia.

O relatório também aponta que três pessoas declaradas heterossexuais foram assassinadas por defenderem pessoas LGBT+, por terem sido confundidas com integrantes da comunidade ou por estarem acompanhadas delas.

O levantamento é realizado há mais de 45 anos, de forma independente e voluntária, e toma como base as notícias veiculadas na mídia, redes sociais, blogs e correspondências enviadas ao grupo baiano. Segundo o próprio relatório, os números não refletem a realidade total, mas evidenciam a omissão e a subnotificação por parte dos órgãos oficiais, que ainda não registram de forma sistemática os crimes motivados por LGBTfobia.

Mesmo assim, o Brasil segue liderando o ranking mundial de assassinatos de pessoas LGBT+, à frente do México, com 40 casos, e dos Estados Unidos, com 10. O documento está disponível no site grupogaydabahia.com.br.