Bolsa Família não retirou as mulheres do mercado de trabalho, diz estudo do FMI

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Um estudo do FMI, Fundo Monetário Internacional, constatou que o programa do governo federal Bolsa Família não reduz a participação das mulheres na força de trabalho, a não ser para aquelas com crianças de até seis anos.

 

Nesse caso, o mercado de trabalho encontra uma menor participação feminina, por conta das responsabilidades em casa, tarefas domésticas e cuidado com a família.

 

Ainda de acordo com o estudo, as mulheres gastam em média dez horas a mais por semana no cuidado doméstico não remunerado do que os homens.

 

O estudo mostra, ainda, que a presença das mulheres na força de trabalho é importante para o crescimento do país.

 

E são elas as responsáveis pela administração do dinheiro que entra em casa.

 

Quase 85% das famílias que recebem o Bolsa Família são chefiadas por mulheres.

 

São os filhos pequenos que acabam levando essas mulheres para fora do mercado de trabalho.

 

Segundo o FMI, metade deixa de trabalhar fora até dois anos depois do nascimento do primeiro filho.

A solução, segundo a pesquisa, é ampliar o acesso a creches, incentivar o trabalho remunerado e resolver as diferenças salariais.

 

Sapicuá Rádio Agência, da redação em Cuiabá, Ana Rosa Lima