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Foto da manchete: Montagem/Redes sociais
Por Jurandir Antonio – Voz: Ana Rosa Lima
Texto do áudio
Após a morte das elefantas africanas Kenya e Pupy, o Santuário de Elefantes Brasil, em Chapada dos Guimarães, está temporariamente impedido de receber novos animais.
A medida foi adotada pela Sema, Secretaria de Estado de Meio Ambiente, até que sejam apresentadas informações sobre o cumprimento dos protocolos de biossegurança e de manejo.
Apesar de fiscalizações anteriores apontarem que o local é adequado para a permanência dos animais, o Ibama, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, acompanha o processo de necrópsia das duas elefantas.
Kenya e Pupy foram as primeiras elefantas africanas a viverem no santuário, após serem trazidas da Argentina em 2025, e morreram com menos de três meses de intervalo, Pupy em outubro e Kenya em dezembro.
A suspensão foi determinada no dia 23 de dezembro, em caráter cautelar.
Segundo a Sema, o santuário tem licença e autorização regulares, mas solicitou a análise detalhada dos protocolos de biossegurança e dos padrões éticos de manejo.
O Santuário de Elefantes Brasil, tem prazo de 60 dias para apresentar a documentação exigida.
Já o Ibama afirmou que exames de necrópsia, solicitados à UFMT, Universidade Federal de Mato Grosso, devem ficar prontos em cerca de 30 dias e serão determinantes para esclarecer as causas das mortes.
Tanto o órgão ambiental quanto o santuário destacaram que os elefantes acolhidos são, em sua maioria, idosos, com histórico de maus-tratos e comorbidades, e negaram que os óbitos estejam relacionados à falta de cuidados no local.